O QUE OS OLHOS NÃO VEEM
CLEO Alvaro Berté
LEO Clube Ômega Xanxerê
Você já percebeu que nos momentos mais significativos de nossas vidas, fechamos
nossos olhos?
A visão é uma das tarefas mais exigentes que o nosso cérebro realiza. A todo instante,
ele processa uma imensidão de informações visuais. Mas, quando fechamos os olhos,
grande parte desse fluxo se silencia, abrindo espaço para que nossa atenção se volte
para a experiência interior: nossas emoções, memórias, imaginação… ou para o
simples sentir o toque de outra pessoa.
Talvez seja por isso que tantos dos momentos mais marcantes da nossa existência
aconteçam de olhos fechados.
Um beijo. Uma oração. Um desejo. Uma respiração profunda. Uma canção que arrepia
a pele. Ninguém nos ensina a fazer isso. Nosso corpo simplesmente sabe.
Há uma beleza nisso: passamos a vida acreditando que as respostas estão sempre do
lado de fora, quando, muitas vezes, elas só aparecem ao mudarmos o foco da nossa
atenção. Fechar os olhos não transforma a realidade, mas transforma a forma como a
percebemos. Afinal, a qualidade da nossa vida depende menos do que enxergamos e
mais da atenção que dedicamos ao que realmente importa. Às vezes, a coisa mais
importante que você verá é justamente aquela que os seus olhos jamais foram feitos
para encontrar.
Por um instante, feche os olhos. Inspire lentamente pelo nariz contando até quatro.
Segure o ar por dois segundos. Expire devagar pela boca contando até seis.
Agora, ainda de olhos fechados, pense em uma pessoa que marcou sua caminhada no
LEO. Talvez você veja um sorriso, escute uma risada ou recorde um momento de
serviço. Perceba como nenhuma dessas coisas está diante dos seus olhos, mas todas
continuam vivas dentro de você.
Talvez seja por isso que o Movimento Leoístico seja tão especial.
Quem olha de fora enxerga campanhas, eventos e ações. Mas quem vive o LEO sabe
que o mais importante nunca foi aquilo que os olhos conseguem ver.
Porque, no fim, o que realmente move o Movimento não são apenas as ações que
realizamos, mas tudo aquilo que elas despertam dentro de nós. É isso que os olhos
não veem; e que faz do LEO uma experiência que se sente muito antes de se explicar.




